11 de jun de 2011
Partido Pelos Animais e Pela Natureza
Portugal: Sucesso do Partido pelos Animais e pela Natureza nas primeiras eleições a que concorre
11-06-2011
O Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN), legalizado apenas desde 13 de Janeiro deste ano, obteve 57.634 votos a nível nacional nas eleições legislativas no dia 5 de Junho, as primeiras eleições a que concorreu.
O primeiro objectivo do partido, atingir os 50 mil votos, foi alcançado, o que lhe permitirá uma subvenção estatal e a possibilidade de fazer chegar a sua mensagem a cada vez mais pessoas. O segundo objectivo, eleger pelo menos um deputado, não foi conseguido, tendo faltado apenas cerca de 5 mil votos no distrito de Lisboa.
Comparativamente, um partido semelhante ao PAN, o PvdD holandês, e que hoje tem dois deputados, nas primeiras eleições a que concorreu só teve 0.49% dos votos, enquanto o PAN se estreou com 1.04%.
O PAN conseguiu ainda chegar a segunda força política sem assento parlamentar.
O importante foi o PAN ter trazido para a discussão pública temas como por exemplo os direitos dos animais, as questões ecológicas, o impacto da alimentação carnívora sobre a saúde pública e o Planeta.
Source: Partido pelos Animais e pela Natureza
Autor: Centro Vegetariano, Portugal
in EVANA
[para ler acompanhado do post anterior, escrito há cerca de um ano]
19 de ago de 2010
As organizações de direitos dos animais em Portugal
Recentemente surgiu em Portugal a primeira força política dedicada exclusivamente à causa dos direitos dos animais.
Embora para alguns elementos menos esclarecidos da sociedade portuguesa esta ideia pareça absurda (i.e. criar um partido só para defender os direitos de uma classe que nem sequer vota), a tendência internacional é mesmo esta, havendo já vários países com partidos dedicados aos animais.
Na minha opinião, faz falta haver um partido assim. São os políticos que fazem as leis e por muito que haja grupos de pressão pelos animais, a verdade é que as associações e os grupos de cidadãos não têm assento na Assembleia da República. É necessário que haja alguém, um deputado que seja, que levante questões, proponha debates e aja em prol dos animais junto do governo português e dos grupos da oposição.
E esta será a resposta a dar quando alguém perguntar qual o programa global do PPA. Qual a sua posição sobre outros assuntos sociais. Se é de direita ou de esquerda. Nada disso interessa porque o objectivo último de um partido com esta configuração não é governar um país. É simplesmente assegurar que os direitos dos animais são juridicamente implementados e respeitados.
Antes da formação do PPA português, já existiam no terreno várias associações (formais ou não) direccionadas para os direitos dos animais. Não me refiro aos grupos de protecção de animais (como por exemplo aqueles que acolhem e encaminham animais para adopção), mas a grupos dedicados exclusivamente a informar a opinião pública sobre as questões relacionadas com os direitos dos animais, e que cobrem assuntos tão díspares como a indústria das peles e do couro, o consumo de produtos de origem animal, os maus-tratos a animais domésticos e a sempre popular temática dos animais no entretenimento.
Digo "popular" porque sei por experiência enquanto activista que é mais fácil chamar a atenção das pessoas, polarizá-las e captar a sua simpatia para a causa usando um assunto que, no fundo, não requer muito do cidadão comum.
No seio das pessoas que afirmam gostar de animais, é bem mais fácil fazê-las afirmarem-se como "anti-touradas" do que convencê-las a abdicar da carne ou do uso de couro, por exemplo.
É claro que estas organizações a que me refiro não tentam vender pro-activamente estas ideias aos seus apoiantes ou a quem as aborda na rua. Mas é inegável que, em última análise, aquilo que se espera de alguém que com seriedade diga que é defensor dos animais é que ponha de parte aquilo que, na sua vida, é conseguido à custa da exploração destes últimos.
Ainda que ao longo da História de Portugal sempre tenha havido este tipo de pessoas, das que acreditam em viver uma vida livre de exploração de animais - o meu bisavô nascido no séc. XIX era vegetariano, por isso sei do que falo -, foi só no final do séc. XX que em Portugal o activismo pelos direitos dos animais se tornou organizado e metódico.
Foram surgindo organizações, umas mais conhecidas do que outras, mas foi com a criação e o crescimento da associação ANIMAL (sigla de Associação Nortenha de Intervenção no Mundo Animal) que se implementou em Portugal, de forma generalizada e reconhecível, o vocabulário que hoje reconhecemos como pertencendo ao domínio dos direitos dos animais.
Palavras como "abolicionismo", "veganismo", "libertação animal" e até a própria expressão "direitos dos animais" eram poucos usadas e eram conhecidas essencialmente em meios relativamente marginais: seguidores de filosofias ou religiões orientais, squatters anarquistas e libertários, juventude straightedge e pouco mais. Os outros - os como eu - andavam isolados.
Com a expansão da ANIMAL o léxico e, logo, a consciência do problema dos direitos dos animais começou a chegar ao público em geral.
É claro que sempre houve quem não gostasse de touradas. E é claro que já existiam outras organizações de protecção de animais no nosso país. Mas é inegável que a mediatização que hoje vemos sobre os direitos dos animais em Portugal foi conquistada a pulso, com muitas manifestações, muitas bancas, muitos folhetos e muitos e-mails.
Alguns acusam a ANIMAL de procurar o protagonismo. E então? De que vale protestarmos se ninguém estiver a ouvir? Eu sei, a intenção é que conta. E por isso é que há protestos onde só participam meia-dúzia de pessoas. Poucas mas boas pessoas.
Também se fala na reputação que a ANIMAL tem de não trabalhar bem em articulação com outras organizações. É provável.
Novamente numa nota pessoal, creio que mais vale alinharmos com um grupo que, a nível dos valores que promove, é exemplar, do que perder tempo (e paciência) em formar outra associação de cariz nacional para fazer exactamente a mesma coisa. E acabar por desistir pelo caminho.
Nestes anos que têm passado, assisti à formação e ao posterior desaparecimento discreto (no nevoeiro, qual D. Sebastião mas ao contrário) de outras associações. E isso dá-me pena, porque não ajuda em nada a nossa causa perdermos activistas por desentendimentos pessoais.
Recentemente, o PPA lançou uma petição contra as touradas e todos os espectáculos com touros no nosso país. Pouco depois, a ANIMAL emitiu um comunicado onde afirmava que o PPA já sabia que a ANIMAL iria lançar uma nova campanha em moldes similares brevemente e que, mesmo assim, avançou com a sua petição sem tentar articulá-la com o que a ANIMAL tinha preparado.
O PPA entretanto respondeu, dizendo que era a ANIMAL quem já tinha sido avisada previamente da petição do PPA e não quis juntar-se a este.
O resultado final desta troca de galhardetes ainda está para ser conhecido, mas já estão feitos alguns estragos. Apoiantes da ANIMAL dizem que já não querem saber do PPA, e seguidores do PPA dizem que a ANIMAL teve falta de postura.
Como de costume quando o assunto se torna pessoal, eu fecho os olhos. E assino as duas petições. Ou as três. Este episódio, além de pouco dignificante para as partes envolvidas, pode acabar por permitir aos nossos opositores lucrar com estes "amuos" das pessoas que tomam partidos, seja pela ANIMAL ou pelo PPA.
A expressão "dividir para conquistar" caberia aqui como uma luva, pois esse é o risco que corremos se nos deixarmos levar nesta vaga de antipatias que assola os dois grupos. Pelo meio, poderá haver activistas que percam simplesmente a fé. Não na causa, mas nas pessoas.
Reconheço a ambas as parte - PPA e ANIMAL - a legitimidade para apresentar uma petição e quanto ao resto, não quero saber. Para mim não é relevante quem teve a ideia primeiro.
Quanto à ANIMAL, continuo a acreditar que, para o melhor e para o pior, é a maior e mais eficaz associação de direitos dos animais em Portugal.
E também acho que não cabe aos partidos (ou proto-partidos) políticos tentar fazer o trabalho das associações. O inverso também se aplica.
Em primeiro lugar, uma grande parte da população portuguesa desconfia de partidos políticos e muitas pessoas vêem mesmo um partido político (ainda que um com mérito) como pouco fiável, passível de mudar de posição. E a verdade é que a política implica quase sempre chegar a soluções de compromisso. Esse tipo de pessoas rejeitará, provavelmente, ser abordada na rua por membros do PPA, nem que seja para ler um folheto. Porque os partidos são vistos como angariadores de votos, não de opiniões.
Aquilo que é mera literatura informativa poderá passar por propaganda se oferecido pelas mãos de alguém identificado com um partido.
Por outro lado, um partido como o PPA dificilmente terá margem de manobra para tomar o tipo de posições que as associações rotuladas de "extremistas" ou "radicais" tomam. A não ser que queira alienar eleitores e até mesmo colaboradores directos.
Sobre isso, questiono-me o que acontecerá quando a questão das touradas for ultrapassada - porque vai ser ultrapassada - e ficarem as outras, as fracturantes.
No dia em que se debater sobre, por exemplo, o comércio de animais ditos "de estimação", qual será a posição do PPA?
Irá fazer cedências e legislar com vista a um maior controlo das condições em que os animais procriam e são vendidos, ficando mal visto perante pessoas que, como eu, se opõem a toda e qualquer forma de lucro à custa de animais? Ou irá opor-se publicamente à venda de animais, indo contra alguns dos seus apoiantes que são simultaneamente criadores de cães para venda?
Não tendo eu dotes de oráculo, prevejo que pelo caminho o PPA perca ou afaste alguns dos seus elementos, independentemente do seu grau de importância dentro do partido.
Com o tempo, acredito que este partido ainda embrionário venha a formar e a consolidar a sua identidade, seja como mediador das associações junto dos orgãos legislativos, tentando assegurar o mal menor para os animais não-humanos através de soluções de compromisso, ou através de um vínculo sem concessões a uma ética superior à política, passando a ser identificado como "fundamentalista" e "extremado" apenas por tentar garantir justiça e igualdade para os nossos "outros" irmãos.
Até lá, e porque as associações e os partidos são feitos de cidadãos e de cidadãs, os valorosos deverão continuar a lutar pela causa maior e, através do seu trabalho e experiência, contribuir para que ninguém se esqueça do objectivo final.
4 de mai de 2010
A ANIMAL Volta à Póvoa de Varzim
“Sou apenas uma, mas pelo menos sou uma. Não posso fazer tudo mas posso fazer algo; E não é porque não posso fazer tudo que vou recusar-me a fazer aquilo que posso fazer.” ~ Helen Keller.
Algumas pessoas insistem em acreditar que uma garraiada não é um evento cruel e indigno para os animais, mas esta crença é falsa, senão vejamos:
De acordo com o Decreto Regulamentar n.º 62/91, de 29 de Novembro, também designado por Regulamento do Espectáculo Tauromáquico, uma garraiada é uma variedade tauromáquica onde são lidados – quer por cavaleiros praticantes, quer por amadores – *garraios*.
É especialmente chocante que as camadas mais jovens da sociedade, que deviam também ser as mais modernas e desenvolvidas intelectual e civilizacionalmente, participem neste tipo de diversão tão ancestral e vergonhoso.
Não Deixe de Participar neste Protesto Contra Mais Uma Cruel Garraiada
Junte-se à ANIMAL, Vista-se de Negro e Venha Mostrar a sua Indignação
25 de abr de 2010
Sombras da Arena
Esta curta-metragem em duas partes realizada por um aluno do 12º ano aborda as questões da oposição às touradas e da importância fundamental do activismo. Não contém cenas demasiado chocantes, os mais sensíveis podem ver.
14 de abr de 2010
MARCHA CONTRA O BIOTÉRIO CENTRAL
A Plataforma de Objecção ao Biotério (www.pob.pt.vu) trabalha há mais de um ano contra a construção da "fábrica" de animais para pesquisas laboratoriais promovida pela Fundação Champalimaud, em terrenos da Azambuja.
A POB é um movimento cívico criado por um grupo de pessoas, na sua maioria ligadas às ciências da vida (Biólogos, Veterinários, Psicólogos) que se juntaram com o objectivo de combater este projecto.
É inadmissível este gasto de 27 milhões de euros de fundos públicos que podem reverter para servir as diversas necessidades das populações em vez de alimentar uma obra que não irá criar riqueza, nem trabalho, nem inovação científica.
Após a entrega na Assembleia da República da petição assinada por mais de 7000 apoiantes desta causa, vários partidos políticos mostraram-se sensíveis à mesma, o que levou a pequenas/grandes vitórias que podem ser consultadas no site da POB.
Estamos em mais uma altura crucial para conseguir travar este projecto!
A POB pede a colaboração de todos para continuar a combater esta iniciativa extemporânea e eticamente reprovável.
Se acha que a construção deste biotério é um mau investimento para o país, seja por razões científicas, económicas ou éticas;
Se quer que Portugal tenha um centro de alternativas à experimentação animal;
Se quer ver Portugal ser um exemplo de transparência e inovação cientifica;
Não falte à 2.ª Marcha contra o Biotério Central dia 24 de Abril, dia Mundial do Animal de Laboratório.
A concentração terá início às 14h30 à porta da Fundação Champalimaud (Praça Duque de Saldanha, em frente ao Atrium Saldanha) e em marcha prosseguirá até à Fundação Calouste Gulbenkian (Av. De Berna).
Para mais esclarecimentos ver www.pob.pt.vu ou contactar pobioterio@gmail.com.
1 de abr de 2010
Mega Manifestação em Defesa dos Direitos dos Animais
No próximo dia 10 de Abril, por favor, não falte à Mega Manifestação Anti-Touradas organizada pela Associação ANIMAL. Estarão presentes várias organizações, nacionais e internacionais, de defesa dos animais e também muitos cidadãos independentes..
Dadas as recentes notícias relativas à promoção das touradas pelo Governo Português, esta manifestação tem um especial ângulo anti-touradas, contudo, não será *somente* anti-touradas; será uma tomada de posição em defesa de todos os animais.
A concentração inicia-se pelas 14h no Campo Pequeno, de onde sairá a marcha, pelas 15h30, em direcção ao Parlamento.
» Se reside em Leiria, Marinha Grande, Nazaré ou Caldas da Rainha, contacte-nos: marinhenses.antitouradas@
http://mgranti-touradas.
» Se reside no Porto, em Portimão ou em Faro, contacte a Associação ANIMAL: rita.silva@animal.org.pt
http://blogdaanimal..blogspot.
» Se reside noutros pontos do país, contacte o Partido pelos Animais: comunicacao@
http://www.
31 de mar de 2010
Cães no Japão
Esta imagem é a de uma câmara de gás dentro de um canil municipal japonês. É onde os cães que são deixados pelos seus donos são abatidos, sete dias depois de serem entregues.
Estes são os números relativos a 2008:
Da próxima vez que acharem que o Japão é muito fixe, pensem nas baleias, pensem na negação das escravas sexuais coreanas, pensem nos cães.
14 de mar de 2010
Tortura Não; Civilização
25 de fev de 2010
In the closet...
Este é um post que há muito penso em escrever mas que tenho constantemente adiado. Não quero ofender ninguém. Mas por outro lado, será que corro o risco de ofender? Será que alguma pessoa visada por este texto alguma vez virá ter a este blog? Creio que não. (Só sou amiga de malta assumidérrima.)Sem qualquer tipo de estudo científico que sustente esta opinião mas com evidências gritantes que não posso ignorar, tenho a dizer o seguinte: o Porto é a cidade mais no armário que conheço.
Tendo passado a minha infância e pré-adolescência no Porto, não posso dizer que nessa altura estivesse muito atenta ao que o meu gaydar detectava. Na verdade, acho que nem sequer tinha ainda desenvolvido tal coisa.
Tendo vivido os anos seguintes na capital, habituei-me a ver um sadio convívio entre homo e heterossexuais (como odeio estas duas palavras...) assim como entre brancos e negros, tugas e zucas, etc e tal.
E atenção, não falo dos ghettos óbvios que são os bairros alfacinhas onde abundam os discos gays e que anualmente são incluídos nas marchas do orgulho. Falo da cidade toda, onde tanto na rua como no emprego ninguém emitia julgamentos e muito menos auto-repressão. É claro que ocasionalmente há um(a) idiota mas isso é ocasionalmente.
Ao regressar ao Porto, comecei a reunir suspeitas de não encontrar o mesmo cenário.
A primeira pista deu-se nos Classificados do JN, quando procurava uma casa para alugar.
Como sou uma pessoa que se interessa por saber onde param as modas, via frequentemente os anúncios de convívio. E o que é que abunda nesses anúncios? Travestis. Preferencialmente activos e com - passo a citar - "mega-dotação". Choque. Horror. Algum medo.
Onde estão os anúncios de gajas? E os de gajos jovens, bonitos e musculados? Quase nada.
Nessa altura percebi: o mercado da prostituição portuense estava pejado de homens que preferiam pagar para ir para a cama com uma mulher "apetrechada" do que com um homem a sério.
Será que ao irem com homens transmorfados de mulheres estes clientes acham que são menos gays? Que macabro.
Não é por mais nada, mas quando as próprias pessoas não estão bem com aquilo que as caracteriza como indivíduos, como é que é suposto a sociedade evoluir?
Adiante. Lá arranjei a minha casa.
Na zona onde moro - eixo Marquês-Sta. Catarina-Trindade - posso comprovar in loco aquilo que era anunciado nos classificados. Mega-travacões brasileiros a entrar em pensões reles com tugas pequenitaites que nem pela cintura lhes chegam. Confesso que é algo que me faz sorrir. Não pelo travesti enorme e machão mas pela figura do pseudo-machinho português à procura de um momento bem passado.
No início, eu estava realmente convencida de que esta situação bizarra estava destinada a acabar com a actual geração dos cinquentões, mas todos os dias vejo que não, que a gayzisse mal aceite foi herdada pela geração que veio a seguir à minha, pelos putos de 17 anos cheios de maneirismos parvos que os denunciam mas que se esforçam por segurar a mão da rapariga ao seu lado e até de vez enquando trocar uns beijitos.
E elas, serão estas miúdas assim tão estúpidas que não vêm a pessoa que têm a seu lado? Não se vêm como fag-hags desesperadas? Eu vejo.
Há uns anos longos, conheci um rapaz aqui do Porto na discoteca Trumps, no Príncipe Real. Tal como outros moços da Invicta, ele ia frequentemente a Lisboa onde, na altura, a noite gay era bem mais agitada e interessante que a do Porto. Isso e provavelmente não havia riscos de se cruzar com nenhum conhecido.
Pois esse mesmo rapaz que tão escandalosamente se comportava dentro e fora da discoteca quando "protegido" pelos segurança de um bairro assumidamente gay friendly, que tanto privava comigo e com o meu grupo de amigos, passou meses depois por um de nós e nem sequer disse olá. Estava agora a morar em Lisboa e ia engravatado a caminho do trabalho. Limitou-se a olhar e a baixar a cabeça de imediato.
A pessoa com quem isto se passou ficou um pouco magoada mas aquilo que sentiu acima de tudo foi pena do outro. Deve dar tanto trabalho andar escondido...
9 de fev de 2010
6 de fev de 2010
Ministério da Cultura cria secção de tauromaquia
Para quem quiser enviar mensagens de protesto - ou quiçá, de apoio - os contactos são estes:
Morada: Palácio Nacional da Ajuda - 1349-021 Lisboa
Tel.: 213 614 500
Fax: 213 649 872
Correio electrónico: gmc@mc.gov.pt
Aproveitem já agora para pensar bem se a fotografia da direita ilustra o destino que querem dar aos vossos impostos. E para os que ainda não tomaram posição sobre as touradas e que acham que os touros até vivem uma vida boa antes de irem para a arena, pensem se este era o tipo de morte que gostariam de ter.
"A Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, iniciou já diligências no sentido da constituição do Conselho Nacional de Cultura, procurando a maior abrangência de representatividade da sociedade civil nas várias áreas culturais, e dando cumprimento ao estipulado no Decreto Regulamentar n.º 35/2007, de 29 de Março, que regulamenta este órgão. O Conselho Nacional de Cultura (CNC), criado pela Lei Orgânica do Ministério da Cultura, mas que ainda não tinha sido activado, é o órgão consultivo deste Ministério e dos seus organismos e serviços.
O Conselho Nacional de Cultura integrará, não só um vasto leque de figuras de várias associações e instituições, como também um grupo de 10 personalidades designadas por nomeação e escolha pessoal da Ministra. Este grupo é constituído pelo ensaísta Eduardo Lourenço, o arquitecto Siza Vieira, o musicólogo Rui Vieira Nery, o programador e ex-bailarino Jorge Salavisa, o encenador Ricardo Pais, a escritora Inês Pedrosa, a jornalista Paula Moura Pinheiro, o ensaísta e programador António Pinto Ribeiro, o crítico de cinema João Lopes e o economista Augusto Mateus.
O Conselho Nacional de Cultura é um órgão colegial de natureza consultiva de apoio ao Ministério da Cultura e aos seus diversos organismos e serviços, e funcionará em plenário e em secções especializadas. A sua base legal prevê a possibilidade de criação de novas secções especializadas, prerrogativa que será utilizada para criar a secção das artes e a secção de tauromaquia.
O plenário do CNC é composto pelos membros do Governo com competências na área da Cultura, pelos presidentes das secções especializadas, por um representante do Centro Português de Fundações, da Associação Nacional de Municípios Portugueses, da Associação Nacional de Freguesias, do Conselho Nacional de Reitores das Universidades Portuguesas, do Conselho Nacional de Consumo, da Conferência Episcopal Portuguesa e, ainda, pelas 10 individualidades de reconhecido mérito representativas das várias áreas da Cultura agora designadas pela Ministra da Cultura."
8 de dez de 2009
Uma história abaixo de cão
Nada me enraivece mais do que a violência contra gente que não se pode defender. Contra animais.
(Por Clara Ferreira Alves. Texto publicado na edição do EXPRESSO de 28 de Novembro de 2009. http://aeiou.expresso.pt/gen.
"Primeiro levaram os comunistas, eu calei-me, porque não era comunista. Quando levaram os sociais-democratas, eu calei-me, porque não era social-democrata. Quando levaram os sindicalistas, eu não protestei, porque não era sindicalista. Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque não era judeu. Quando me levaram, já não havia quem protestasse".
A frase, ou o poema, é o que resta de um conjunto de declarações avulsas e obscuras de Martin Niemöller (1892-1984), um pastor luterano alemão que foi internado pelos nazis em campos de concentração. Niemöller, que começou por ter sintomas de anti-semitismo e tentou 'dialogar' com Hitler, acabou um dos mais vigorosos críticos da indiferença do povo alemão perante a política de extermínio. Na vulgata, aquelas palavras circulam mais ou menos assim, um brevíssimo tratado da indiferença. E são erradamente atribuídas a Bertolt Brecht, que escreveu contra essa indiferença. A indiferença que prefere voltar as costas à acção. A indiferença da cegueira voluntária.
Quantas vezes ficaremos em silêncio perante a atrocidade? Não a atrocidade que vem descrita nos media e impele ao julgamento ou linchamento colectivo. A atrocidade do vizinho do lado. A atrocidade vulgar e quotidiana, com o sarro da crueldade repetida.
Uma pessoa conta-me uma história: tem uns vizinhos (imigrantes brasileiros) que têm um cão, há mais de um ano. O cão está sempre abandonado no quintal, sem comida e sem água, e alguns vizinhos têm pena do animal e atiram-lhe comida, ou um pouco de água que ele possa lamber, pela janela. Ouvem-no "chorar". Espiam-lhe os ossos saídos. Os brasileiros são agressivos e não admitem maltratar o cão. Por terem atirado comida ao cão, os donos do cão arrombam uma das caixas do correio. Deixam na caixa arrombada um hambúrguer cru. A pessoa não tem meios para colocar uma nova caixa de correio, o prédio é modesto.
Os donos do cão acabam por dizer-lhe que não era para ela, o hambúrguer. Enganaram-se. A caixa fica arrombada. Ninguém denuncia, não vale a pena, acham.
Um dia destas, alguns vizinhos ouvem o cão ganir. Alguns. Estendido no quintal com um pano por cima. Parece estar a morrer. Não se mexe, sem forças. Outra pessoa vai inquirir, a medo, o que se passa com o cão. Foi atropelado. E não o levam ao veterinário? Vão deixá-lo morrer assim? Não conseguiram telefonar, ninguém atendeu os telefones, etc. O cão morre lentamente. Horas depois, levam o cão, embrulhado no pano, e metem-no na bagageira do carro. Vivo. O cão desapareceu. Ninguém sabe se foi internado ou abandonado para morrer.
Quando me contam a história sinto que qualquer coisa deve ser feita. O quê? A pessoa pede-me que nada faça. Uma denúncia à Sociedade Protectora dos Animais? O Código Penal não prevê tutela destes casos. Decido falar com os donos do cão. A palavra dono é importante. A pessoa que me conta a história diz que não tenho nada que intervir, nem causar-lhe problemas com "os brasileiros" que ameaçam toda a gente. Eles são os donos. Talvez o cão regresse.
Lembro-me como detestava ouvir a "carroça dos cães", que vinha de noite apanhar os cães vadios. Matavam-nos com uma injecção no canil oficial. Os cães gemiam aterrorizados dentro da furgoneta sem janelas. Chamavam-lhe "carroça dos cães". Um dia, há muitos anos, vejo um cão ser apanhado. Com uma rede. O rafeiro debate-se, dão-lhe com um pau. Eu era uma criança, nada podia fazer. A sensação de impotência ficou-me. Os tempos mudaram. Hoje, os cães são recolhidos e alimentados no canil da Câmara Municipal. Podem ser adoptados.
Nada me enraivece mais do que a violência contra gente que não se pode defender. Contra animais. São casos em que, muitas vezes, as mulheres, as crianças e os cães têm um 'dono'. E têm medo. Num restaurante de luxo do Algarve vejo um grupo de homens ligados ao futebol sentados com mulheres. Uma delas não é muito nova e tem a cara esmurrada, olhos negros, lábio inchado. Tapa-a com as mãos. Os olhos lacrimejam de vergonha. O dono ri-se, diz-lhe que pode comer com metade da boca. O restaurante assiste, como eu.
Vejo um pai bater no filho perante a indiferença da mãe. Bofetadas e socos. A criança deve ter uns 4 anos e é arrastada pelos cabelos. Há testemunhas. Intervenho e o pai diz que me bate. Falo com a mãe e começa a chorar, pede-me que nada faça. Chamo a polícia. A polícia encolhe os ombros. As testemunhas fugiram, alegando afazeres. Se quiséssemos ir à esquadra... O dono do filho diz que me meti numa birra de criança que não era da minha conta. Diz que me processa. Na despedida, ameaça passar-me com o carro por cima. A criança treme nos braços dele. Sinto-me insuficiente. A claridade moral não nos cega, nós é que escolhemos fechar os olhos. Ainda não sei como termina a história do cão.
31 de out de 2009
Quando eu já achava que nada me podia chocar...
Taleban na faculdade
Em universidade de São Bernardo, multidão de alunos persegue colega de microvestido, que só consegue sair escoltada pela PM
Pu-taaa! Pu-taaa! Pu-taaa! Cerca de 700 alunos da Uniban, Universidade Bandeirante de São Paulo, campus de São Bernardo, pararam as aulas do noturno para perseguir, xingar, tocar, fotografar, ameaçar de estupro, cuspir. Tudo isso contra uma aluna do primeiro ano do curso de turismo, 20 anos, 1,70 metro, cabelos loiríssimos esticados e olhos verdes, que compareceu à escola em um microvestido rosa-choque, pernas nuas com pelinhos oxigenados à vista, salto 15, maquiagem de balada, na quinta-feira da semana passada (22).
Michele Vedras (nome fictício inventado por ela em um blog) só conseguiu sair da escola sob escolta de cinco soldados da PM, duas mulheres inclusive, que tiveram de usar spray de pimenta para conter os mais exaltados e abrir caminho entre a massa. Vídeos do ataque circulam pela rede, um deles intitulado "A Puta da Uniban".
O microvestido rosa-choque de Michele, naquele dia, andou de ônibus -no total, a moça gasta duas horas para ir e voltar da faculdade. Mereceu elogios -"Gostosa!"- durante o trajeto. O mesmo vestido foi usado na festa de aniversário da sobrinha de Michele, uma festinha em família. Mas, na Uniban, onde a moça chegou às 19h45, o tempo esquentou.
Estudantes de outros cursos que não os de turismo, entrevistados pela Folha anteontem, criticaram Michele. "Ela veio provocar." "Ela andava rebolando." "Deixou cair uma carteira, de propósito, só para ter de se agachar." "Aquilo não é roupa de vir à faculdade."
Estudantes do curso de turismo ouvidos pela Folha defenderam a colega. "Ela sempre anda assim, de um jeito ousado." "Ela faz esse estilo mulherão mesmo." "Ela é avantajada, sim. Mulheres com a autoestima lá embaixo morrem de inveja." "é uma vergonha para a escola ter alunos assim. Parece que esses caras nunca viram uma mulher."
Desfile na rampa
O prédio da faculdade de turismo tem um átrio central cercado de rampas por todos os lados. Quando Michele chegou à escola e começou a subir uma rampa, os rapazes ficaram paralisados. Alguns conseguiram se mexer. Mas para ir ao prédio vizinho, chamar colegas para ver também. A pequena multidão, até aí, tinha cerca de 200 pessoas, segundo um estudante. Muitos assobiavam.
Michele achou melhor sair da rampa no segundo andar e usar a escada para chegar ao terceiro, onde fica a classe dela.
As aulas começaram. às 20h30, a jovem resolveu ir ao banheiro. Uma colega de classe fez questão de acompanhá-la, receando algum problema. "Eu estava com receio, mas nem podia imaginar o que viria daí para frente", disse Kelly Andrezzi dos Santos, 19. De repente, algo como 20 garotas de outros cursos invadiram o banheiro. Queriam obrigar Michele a vestir uma calça, xingavam-na, diziam que ela estava provocando, "causando".
A confusão foi a senha. Rapazes saíam de suas salas e se aglomeravam na porta do banheiro das mulheres. O professor Rubens, de Desenvolvimento Gerencial, que dava aula para a classe de Michele, teve de sair da sala em operação de resgate. Foi acompanhado por colegas de turma.
"A gente teve de distribuir tapas nas mãos dos meninos, que tentavam enfiar o aparelho celular no meio das pernas [da Michele], para tirar fotos", lembra a amiga Amanda de Sousa Augusto, 19, aluna da mesma classe. "Foi uma agressão, uma injustiça. A Michele é uma superboa pessoa."
A turma do professor Rubens voltou para a sala e se trancou nela. A essa altura, a maioria dos garotos dos dois prédios da Uniban já tinha saído de suas classes. Eles revezavam-se no visor da porta, pulavam para alcançar uma janela mais alta.
O coordenador de curso subiu até a classe sitiada. Pediu que Michele fosse embora. Que ela vestisse o jaleco dele ao sair. E foi-se. Michele não quis sair.
O namorado ia buscá-la no fim do período de aulas -iriam juntos a uma festa.
Presos na sala de aula, a turma e o professor ouviam os estudantes lá fora gritando. "Solta ela, professor! Deixa pra nós." "Vamos estuprar!" Colegas de classe colaram folhas de fichário por dentro da janela, para evitar os olhares.
A essa altura, Michele chorava, desmanchando a maquiagem. Um chute na porta, a maçaneta voou. Machucou o professor. Três seguranças se apresentaram na sala. O mais graduado dirigiu-se à moça: "Bonito, né... Vir à faculdade dessa maneira". Ele queria que Michele saísse naquele momento, mas a representante de classe não permitiu. Achava que a colega corria risco. Chamou o 190.
"Seus coxinhas [PMs], vão levar a gostosa?", um aluno uivou no ouvido de A., um dos policiais que atendeu ao chamado.
Quando Michele passou, escoltada, na frente da sala dos professores, uma docente fez questão de sair. Com uma careta, perguntou: "é essa a fulana?".
Na catraca da escola, sempre sob a escolta policial, Michele viu entre os que a agrediam uma menina com o celular na mão, fotografando a sua vergonha: "Ela pega o ônibus comigo todo dia. Sempre quietinha.
Mas naquele dia, ela atacava irada: pu-ta, pu-ta. Não entendi por que tanta raiva".
Filha de uma dona de casa e de um supervisor de serviços, ambos apenas o primário completo, Michele tem um irmão de 32 e duas irmãs (30 e 16). O pai é quem paga os R$ 310 de mensalidade. Mora em um bairro popular em Diadema. Já trabalhou em um mercadinho.
Michele não pretende abandonar a faculdade. Hoje, ela comparece pela primeira vez à Uniban, desde o episódio, para depor em uma sindicância que apura o ocorrido. A jovem tem ficado reclusa. "Sempre ando arrumada, salto alto e maquiada. é assim que me vejo. é assim que eu sou. Mas, desde aquela quinta-feira, não consigo mais ser quem eu era. Só me visto de calça e camiseta e a maquiagem ficou na gaveta", disse.
Assista ao vídeo
www.folha.com.br/093026
fonte: Folha de S. PauloÉ oficial. O mundo enlouqueceu e chegou o Kali Yuga...
Obrigada ao Ibirá por partilhar comigo esta [péssima] notícia.
12 de out de 2009
Victoire!
Macacos, elefantes, leões e tigres proibidos nos circos12.10.2009 - 16h32 Lusa
A exibição de animais nos circos tem os dias contados. Uma nova lei proíbe a compra de macacos, elefantes, leões ou tigres e impede a reprodução dos animais existentes nos circos.
A portaria 1226/2009, publicada hoje e que entra em vigor na terça-feira, divulga uma lista de espécies consideradas perigosas, pelo seu porte ou por serem venenosas, que só podem ser detidas por parques zoológicos, empresas de produção animal autorizadas e centros de recuperação de espécies apreendidas.
Os circos não fazem parte da lista de excepções, assim como as lojas de animais, que também ficam proibidas de vender cobras de grande porte ou venenosas, algumas aranhas ou lagartos.
Entre as espécies cuja detenção passa a ser proibida pela nova lei - excepto para os zoológicos e as entidades autorizadas - incluem-se todas as espécies de primatas, de ursos, de felinos (excepto o gato), otárias, focas, hipopótamos, pinguins ou crocodilos.
A proibição abrange ainda, na classe das aves, todas as avestruzes, e, na dos répteis, as tartarugas marinhas e as de couro, assim como serpentes, centopeias e escorpiões.
No preâmbulo do diploma, o Ministério do Ambiente justifica a nova lei com motivos relacionados com a conservação dessas espécies, com o bem-estar e saúde dos exemplares e também com a garantia de segurança, do bem-estar e da comodidade dos cidadãos “em função da perigosidade, efectiva ou potencial, inerente aos espécimes de algumas espécies utilizadas como animais de companhia”.
A portaria ressalva a situação dos espécimes já detidos aquando da entrada em vigor da lei, na terça-feira, bem como dos híbridos dele resultantes, que devem ser registados no Instituto da Conservação da natureza e Biodiversidade (ICNB) no prazo de 90 dias.
Os detentores de espécimes das espécies listadas no diploma têm de ser maiores de idade e fazer o registo no ICNB.
O diploma determina ainda que não é “permitida a aquisição de novos exemplares nem a reprodução daqueles que possuam no momento do registo”.
28 de set de 2009
À janela da Barbarella...
que canta o "Avé Maria" com uma vozinha tétrica que me causa um certo desconforto.Hoje está também uma senhora (creio que é a mesma) a ouvir um tipo na rádio a rezar vários "Avé Marias". Que estranho.
Estas vocalizações sombrias da fé católica soam-me muito desagradáveis e fazem-me pensar em seminários e em senhores que falam "axim" e no Salazar... Brrrrr...
Estou lixada porque a minha cadela está doente, não tenho água na banheira nem na máquina da roupa e os tipos das águas insistem em descartar-se do problema, dizendo que não deve ser da rede pública. Mas eu sei que é. E irrita-me que os gajos demorem a vir cá só porque não acreditam em mim. Suspiro...
E o outro lá continua a rezar pela rádio. Entretanto estou novamente a atingir aquela meta dos dois anos no mesmo emprego e já estou F-A-R-T-A. Não muuuuuito farta, porque desta vez tive a sensatez de pensar "Já que vou arranjar um emprego merdoso (again!), mais vale fazê-lo só em part-time".
Mas hoje de manhã ao levar a minha cadela ao consultório veterinário pensei "Porra, há gente com empregos mesmo fixes!"
Lol - entretanto a velhinha já começou a cantar outra vez o "Avé Maria" com voz de Chipmunk, ahahahahahahaahahah!
Oh não, começou a trovejar É no que dá gozar com a religião alheia, inicia-se um apocalipse...
22 de set de 2009
Só para senhoras
Estão a ver a sopeira da foto?Foi assim que eu me senti quando hoje foram ao meu trabalho entregar amostras de Persil (detergente para a roupa) mas atenção, só para as senhoras!
É verdade, os meus colegas rapazes não tiveram direito a amostras, nem sequer os que as solicitaram expressamente. O pessoal da Persil pelos vistos acha que só as mulheres é que tratam da casa e quem somos nós para os contrariar?
Posso dizer que mais do que as mulheres (a quem pelos vistos serviu a carapuça) foram os gajos a sentir-se insultados por aparentemente ainda haver quem ache que eles não são capazes de dar conta de uma máquina de lavar...
8 de set de 2009
O extremismo inglês não gosta de extremismo muçulmanos
Supostamente o protesto é contra o extremismo islâmico mas na foto aparece um gajo de cara tapada com um cartaz de "no more mosques".E no vídeo no site da BBC News podem ver-se claramente os hooligans ingleses que supostamente não gostam de extremistas muçulmanos.
É por isto que eu já chego chateada ao trabalho...
2 de set de 2009
Porque é que eu não como ovos
Notem na filha-da-putice inerente ao discurso do representante do aviário em questão
Organização infiltrou-se na maior produtora de ovos do Mundo
EUA: Câmara mostra pintainhos triturados vivos
Leonardo Ralha. In “Correio da Manhã”, 1 de Setembro de 2009
A Mercy for Animals, organização norte-americana dedicada à defesa dos animais, revelou, num vídeo feito com uma câmara oculta, que a maior produtora de ovos do Mundo atira pintainhos ainda vivos para uma trituradora. Todos os dias morrem assim 150 mil aves.
O vídeo mostra a linha de montagem da Hy-Line International, em Spencer (Iowa), onde trabalhadores analisam os pintainhos que acabam de sair dos ovos, arremessando todos os machos para uma passadeira que os conduz à trituradora.
Segundo a Mercy for Animals, a eliminação dos machos é prática corrente no sector e deve-se ao facto de estes não produzirem ovos e serem mais difíceis de aproveitar para alimentação.
Já as futuras galinhas sofrem outros abusos na linha de montagem, existindo uma máquina que retira parte dos seus bicos, o que lhes causa dores crónicas.
O vídeo da Mercy for Animals mostra pintainhos moribundos no chão das instalações da Hy-Line International e deixa um apelo para que as pessoas deixem de consumir ovos.
A empresa reagiu através de um comunicado, garantindo que irá investigar o caso, visto que o vídeo “parece mostrar violações das normas internas quanto ao tratamento dos animais”. No entanto, realçou que a prática daquilo a que se chama “eutanásia instantânea” dos pintainhos machos é defendida pelas autoridades veterinárias.
“Infelizmente ainda não existe nenhuma forma de fazer ovos que só tenham galinhas dentro. Se alguém precisar de 200 milhões de pintainhos machos teremos todo o gosto em fornecê-los. Mas não encontramos mercado para eles”, disse à Associated Press o porta-voz da associação sectorial United Egg Producers.
Ou seja, estes anormais ainda consideram a manipulação genética para deixar de ter de matar os machos. Pobres das fêmeas, digo eu.
É por este motivo que eu acho que todos os vegetarianos se devem abster a 100% do consumo de ovos (dizermos que somos vegetarianos e continuar a apoiar o massacre de pintos por causa dos ovos e de vitelos por causa do leite não tá com nada!)
Quanto ao resto da população, é por este tipo de anormalidades que há pessoal vegetariano. Não é por sermos uma cambada de maricas hipersensíveis, é porque estas coisas acontecem MESMO. E não vale a pena acreditar que é só nos EUA porque não é.
29 de ago de 2009
Andará a Câmara de Sintra a gozar com as pessoas?
Entretanto, a Câmara Municipal de Sintra, num gesto anti-democrático e de total falta de respeito e de cordialidade, absteve-se de responder às centenas de pessoas que contactaram este organismo pedindo-lhe que aplicasse o regulamento que havia estabelecido e anunciado. Mas, pior do que isso, de acordo com a edição de ontem do "Diário de Notícias", no artigo "Autarcas apoiam tourada contra regulamento", a Câmara Municipal de Sintra autorizou a tourada de Nafarros - tourada que, tal como noticiou o sintrense "JornalOCorreio.com", realizou-se, com a autorização do Município de Sintra e com o apoio da Junta de Freguesia de São Martinho, na noite de 26 de Agosto.
A ANIMAL sugere que sejam enviadas mensagens de protesto para a Câmara pelos e-mails geral@cm-sintra.pt e gmvm@cm-sintra.pt com Cc para campanhas@animal.org.pt.
Eu já enviei porque estou farta destes políticos panhonhas que dão o dito pelo não dito e que se estão literalmente borrifando para as comunidades que é suposto representarem.







