11 de abr. de 2008

Com várias pessoas


Não sou uma pessoa ciumenta. Já algumas vezes fui preterida e isso magoou-me mas não sou de ter incertezas, desconfianças, dúvidas quanto à fidelidade da pessoa com quem estou. É uma perda de tempo. A Oprah diz "doubt means don't" e eu creio que se um dia tiver dúvidas quanto a quem quer que seja, afasto-me dessa pessoa, apago-a do meu coração. Mas no geral vivo tranquila.

Sim, sou monogâmica, acredito no amor assolapado, sou simplezinha. Mas nunca me vi como conservadora (aliás, já me vi metida em filmes que, apesar de nunca colocarem um risco à minha integridade moral, não serão propriamente "tradicionais"). Mas vai daí que nunca julguei ninguém por, estando solteiro, andar a conhecer várias pessoas (conhecer no sentido bíblico, eheheh). Podemos passar por vários homens (ou várias mulheres) sem sermos merecedores de julgamento negativo.
É um facto, casais tipo "liberais", swingers, etc já me faz um bocadinho de espécie mas se calhar é mesmo porque ainda não cheguei à meia idade :)

Em todo o caso, tenho andado convencida que a minha herança judaico-cristã - whatever... - enraízara em mim apenas uma premissa, que é da santidade inabalável da honestidade. Ser fiel é vital, creio eu, para se ser um ser humano digno. O que quer que façamos, mesmo que implique andar na cama com outro que não o nosso legítimo não deverá nunca ser feito sem que este o saiba. Não devemos encornar e não contar. O ideal seria termos a clareza de espírito de nunca pisar o risco (delimitado pela tal herança) que separa o casal do resto das pessoas. Mas não podemos controlar o que sentimos, apenas o que fazemos. Em tempos eu fui "a outra" a um nível mais emocional que outra coisa, sei do que falo. Desde que não ande ninguém a ser enganado (e que acabe por se optar por uma das pessoas*), creio que não nos tornamos seres humanos horríveis, apenas... humanos.

Mas pelos vistos os meus genes latino-judeus são mais notórios do que julgava. Numa conversa com alguém que conheço, que defende o sexo casual e (quase) anónimo como algo que é natural e que não deve ser condenado, fico muito desconfortável. Não percebo e, por isso talvez, não aceito. De uma forma muito primária e instintiva, penso logo que isso é mau e que não se deve fazer. Conheço gajos heteros que o fazem, conheço gajos gays que o fazem... Só não conheço é gajas mas de certeza que as há. E por algum motivo acho que isso é errado porque... bem, só porque sim.

Enfim... fico lixada quando alguém que eu conheço e que é comprometido faz comentários rebarbados nas costas do/a legítimo/a. Já tive grandes desilusões com amigas e com amigos por causa disso. Se não gostam do que têm porque mantêm a relação? E se gostam como podem não só olhar para outros como ainda por cima falar sobre isso?! Se estão à vontade para falar de outras pessoas com o parceiro, óptimo, se é nas costas... isso deixa-me mesmo triste. E com vontade de me chibar, o que nunca fiz para não dar cabo de nenhuma relação e para não ficarem todos a odiar-me. :(

Concluíndo... prezo a honestidade, acho que todos devemos ter uma abordagem boa-onda em relação a estas coisas mas sem nunca perder a seriedade nem a dignidade. Nem que seja só aos nossas olhos.

*nunca esquecer, eu sou monogâmica

3 comentários:

Rachelet disse...

Right on, sista!

Mas também devo dizer que compreendo (embora não seja o meu padrão de conduta) que se omita uma aventura casual da qual te arrependes muito e que sabes que se contares à pessoa com quem estás e queres continuar a estar a vais destruir e à relação.

Acho que cada caso é um caso. Acima de tudo, se estás bem com uma pessoa, isso deveria bastar-te, não? A partir do momento em que olhas para outro lado, talvez as coisas já não andem tão verdes pela pradaria...

bárbara disse...

Lá está, pradaria -> vacas. Isto é tudo um vaquedo!

Anônimo disse...

tens uns textos interessantes tens tens :)

sinceramente, não incomoda nada o que os outros andam a fazer, mas eu prezo nas minhas relações a honestidade.

Neste momento, sou o outro, mas o "n1" sabe q eu existo, e ao mesmo tempo tenho uma relação com uma segunda, a outra, e ambas sabem o que se passa. Somos todos felizes, não mentimos, n arranjamos desculpas esfarrapadas e ninguem anda com remorsos :D a regra é não estar tudo ao mesmo tempo na mesma casa.. ( e d preferência em cidades diferentes )

não se trata de as pradarias n serem verdes, mas sim de termos liberdade sexual, de podermos ter uma vida sexual como nos dá na gana.

e sim, acho mal estar com outras pessoas se a relação fôr assente na monogamia.

 

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