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28 de set. de 2009

À janela da Barbarella...

Todos os dias ao final da tarde na minha rua há uma senhora que canta o "Avé Maria" com uma vozinha tétrica que me causa um certo desconforto.
Hoje está também uma senhora (creio que é a mesma) a ouvir um tipo na rádio a rezar vários "Avé Marias". Que estranho.
Estas vocalizações sombrias da fé católica soam-me muito desagradáveis e fazem-me pensar em seminários e em senhores que falam "axim" e no Salazar... Brrrrr...

Estou lixada porque a minha cadela está doente, não tenho água na banheira nem na máquina da roupa e os tipos das águas insistem em descartar-se do problema, dizendo que não deve ser da rede pública. Mas eu sei que é. E irrita-me que os gajos demorem a vir cá só porque não acreditam em mim. Suspiro...

E o outro lá continua a rezar pela rádio. Entretanto estou novamente a atingir aquela meta dos dois anos no mesmo emprego e já estou F-A-R-T-A. Não muuuuuito farta, porque desta vez tive a sensatez de pensar "Já que vou arranjar um emprego merdoso (again!), mais vale fazê-lo só em part-time".
Mas hoje de manhã ao levar a minha cadela ao consultório veterinário pensei "Porra, há gente com empregos mesmo fixes!"

Lol - entretanto a velhinha já começou a cantar outra vez o "Avé Maria" com voz de Chipmunk, ahahahahahahaahahah!

Oh não, começou a trovejar É no que dá gozar com a religião alheia, inicia-se um apocalipse...

23 de ago. de 2009

Fuck CSI!
This is Law & Order.

É mesmo assim pessoal, embora tenha dezenas de canais televisivos ao meu dispor, practicamente só uso a TV para duas coisas: Sobrenatural e Law & Order.

Desde que instalámos TV Tel cá em casa fiquei completamente agarrada à série original de Law & Order e aos seus dois spin-offs, Criminal Intent e Special Victims Unit.

A ideia da série é simples, a primeira parte é passada com a polícia (NYPD) a investigar o caso e a segunda é já no tribunal. Ou seja, vai do início ao fim do processo.
Os dois spin-offs são mais virados para a investigação embora haja um ou outro episódio em tribunal.

Nesta série, ninguém entra em lado nenhum sem mandato. Questiona-se a vizinhança, a família, os amigos e os CSU servem apenas para recolher provas.
Nada daquela fantochada à CSI em que os gajos além de recolherem vestígios nos locais do crime ainda têm tempo para conduzir a investigação eles mesmos (passando por cima de cenas básicas do sistema judicial).
Para terminar, o cenário de Law & Order é a cidade mais interessante e mais cheia de possibilidades dos EUA. Posso dizer com sinceridade, eu amo esta série como a única e verdadeira série policial EVER MADE. Chuif!

Descanso da guerreira

Não, este não é um post em que informo a população de que vou tirar férias. Essas já foram. Também não vou encerrar o blog. Era o que faltava.
É só mesmo para explicar o porquê de agora passar longas temporadas sem escrever.

Este meu blog foi criado com o objectivo único de servir de bloco de notas para mim própria. Passaram-se meses antes que contasse a alguém que tinha um blog e ainda mais tempo até que permitisse que fossem deixados comentários.
Aliás, basta ver o url que escolhi para se perceber que foi ao acaso. Telebarbie? Esse era apenas um dos meus muitos nicks do tempo do IRC e por acaso foi o primeiro de que me lembrei.

Entretanto, de vez em quando surgem alturas em que durante muito tempo não escrevo nada.
Os posts sobre cinema indiano passaram todos para o Grand Masala, um blog que me satisfaz completamente enquanto blogger e, mais importante, enquanto leitora.
Quantos a questões sobre direitos dos animais e veganismo, as minhas opiniões mantêm-se e não tenho pensado em nada que não tenha sido já contemplado em posts antigos. O mesmo se passa com algumas questões sociais como o feminismo ou os direitos LGBT. Mas fear not, a Barbie há-de voltar a escrever sobre tudo isso se for oportuno. Só não me quero repetir...
E olhem, acabei de me lembrar de algo para escrever... à suivre...

19 de jun. de 2009

Chique, baby!

Este meu adorado blog recebeu um selo glamouroso oferecido pela GoriJi!
Eu andava tão entretida a ler os posts sobre o Dubai que nem reparei na parte em que ela referia o WORD!
Obrigada, Gori!

Então cá vai:

1) Listar alguns desejos de consumo que a deixariam mais glamourosa:
- todos os vernizes para as unhas da Risqué (eu sei, é pobre querer algo tão barato mas eu quero)
- um Macbook dos novos - o meu eMac é de 2004.. eu amo-o mas às vezes gostaria de ter um portátil e que fosse um nico mais rapidinho
- ter uma quinta
- ser rica para não ter de trabalhar e só viajar - isso sim, ia deixar-me glamourosa!


2-Fazer uma lista com algumas coisas que gostaria de fazer antes de morrer:
- atingir o Nirvana (espera, eu não sou budista...)
- ir ao Japão
- ir à Índia
- enriquecer imenso e tornar-me filantropa


3-Deixar um comentário para quem a indicou:
Quando formos ricas a gente vê-se aí no Dubai, tá?

4- Indicar algumas amigas glamourosas e avisá-las que foram escolhidas:
- A Rachelet, que tem um estilo leisure-chic, e a , que é mais nerd-chic.

15 de abr. de 2009

19 de fev. de 2009

Slap that biatch!

Não sei porque motivo mas no meu emprego só trabalha gente chata. Alguns até são divertidos mas é gente no geral desinteressante, básica, enfim...
Felizmente é só um part-time para garantir que tenho sempre dinheiro para a renda ao fim do mês.

Anyways, eu já me habituei à ideia de que as gentes do Porto são mais retraídas do que as de Lx. Mas aborrece-me não ter ninguém com quem falar de música, de filmes, de comida, de saídas, alguém com quem partilhar umas piadas.

Agora, aquilo que me incomoda, aquilo que tem sido um teste diário à minha serenidade zen, é uma sonsa lá no trabalho que além de ser deslavada teima em tratar mal toda a gente. A gajinha é desagradável e irritante e já mais do que uma vez saí do job a pensar "Antes passo pela mesa dela, agarro-a pelos cabelos e dou umas boas chapadas!"
Mas tenho-me controlado.

Tenho-me controlado porque não quero ser arruaceira e o facto é que me considero superior. Mas hoje voltei a pensar, acho que um dia destes lhe espeto uma cabeçada à Cais do Sodré, assim daquelas à traição. Só para a kenga não se ficar a rir...

9 de dez. de 2008

Hot pants!

Basta! Farta do frio que se faz sentir por estes dias, decidi entrar numa loja de roupa aqui do bairro e comprar, por uns módicos 3,50€, um belo par de ceroulas para me aquecer no Inverno.
É verdade que estas ceroulas são de homem, até têm a ceninha para facilitar a ida ao WC; também é certo que o vendedor insistiu para que eu levasse uns collants em vez das ceroulas. Mas eu sou irredutível na minha demanda pelo conforto térmico, e não só trouxe as ceroulas como um belo par de camisolas interiores a condizer. Com as minhas mitenes e o meu cachecol, esou pronta para o frio!

23 de nov. de 2008

De onde vem o meu banner?

Deste filme - Silsila.

10 de nov. de 2008

Layout

Finalmente percebi que os layouts personalizados de borla não existem só para o MySpace. Rejoice!

10 de out. de 2008

Abobrinha

Aderindo à onda de criar tops e listas nos blogs, vou criar a minha própria lista (não é um top) de coisas que poucas pessoas sabem sobre mim mas que até têm o seu interesse. Ou nem por isso...

1 - O meu carro de sonho é um Datsun. Eu amo Datsuns e sonhava ter um quando tirei a carta. Não aconteceu mas continuo a ter esperança.
For the record, I loooooove muscle cars.


2 - Detesto sushi, aliás, tudo quanto é comida japonesa me mete nojo. Como noodles e tofu mas se formos a ver bem isso é tudo chinês. Chiça, comidinha fria!...


3 - I believe. Seriously. E nem vou dizer o quanto acredito, dava para fazer outro blog.


4 - Chiclete com Banana (não a banda, cruz-credo!) é das coisas que eu mais amo na vida. Quem não leu, arranje! Encontro grande inspiração e conforto nos skrotinhos, são tudo aquilo que eu almejo ser.


5 - Não gosto de esquimós. Não sei qual o motivo, acho que são vários:
- comem focas
- vestem focas
- as mulheres, de manhã, chucham (verbo: chuchar) os sapatos dos maridos que, devido a serem feitos de foca (...) são muito rijos; depois de chuchados ficam molinhos e quentes
- alimentam os velhos como se faz com os passarinhos bebés, i.e. mastigam a comida e depois dão aos idosos (que já não devem ter dentes) para eles comerem
- principalmente, não acho que seja saudável haver humanos que vivem num ambiente que é obviamente impróprio para a vida humana; se o fazem é porque são esquisitinhos (talvez, apenas talvez, eu ache que essa sua esquisitice e teimosia em viver no inóspito Polo Norte tenha a ver com as ligações que eu sei que eles têm com os homenzinhos da alínea 3)

Nem vale a pena pôr aqui uma imagem, detesto.


6 - Conheci o meu namorado numa discoteca gay. Não é lindo? "Take that!", aqueles que achavam que eu ia viver fag hag para sempre. Eu nunca fui fag hag. Só me movia em meios... alternativos, eheheh.

15 de set. de 2008

5 vergonhas na vida, 5 momentos para esquecer

E porque o Pony é quem mais ordena, cá vai...

Eu não passo vergonhas, tenho uma faculdade inata de me embaraçar publicamente com frequência e acho que a melhor maneira de lidar com isso é partilhá-lo, não me deixar cobrir pelo véu negro do embaraço e dizer orgulhosa "Sim! Eu fiz isto!"

Ao menos sempre faço os outros rir.


1 - Falar com desconhecidos.

Acontece muito. Sou boa a decorar caras mas normalmente não as associo ao nome e depois confundo as coisas, enfim...
O facto é que conheci uma rapaz chamado M., de Coimbra, que me disseram ser dado a depressões e momentos de amnésia.
E passados uns meses revi-o em Lisboa, quando voltava do trabalho, no metro da Bicha-, perdão, Baixa-Chiado. E vocês que já lá andaram sabem como aquelas escadas até ao Chiado são looongas.
Então a vossa Babita encontra o dito M., cumprimenta-o efusivamente e ele responde num tímido "Então, tudo bem?" A Babita não se deixa demover pela adversidade, nunca!

E então começo a desbobinar todas as cenas escabrosas que estavam a acontecer na minha vida na altura e blá, blá, blá. À terceira vez que o jovem diz "A sério, eu não sou quem tu pensas", eu respondo zangada "Meu, é assim, essas tangas da falta de memória e o caralho comigo não pegam, tá? Baza mas é ali ter com a minha sister e o T. ao Heróis e tomamos um café."
E há que dizê-lo, o rapaz manteve-se fiel ao ditado que "aos malucos diz-se sempre que sim".
Chegando ao Heróis, estava a minha sis e o amigo T. à porta e eu digo "Pessoal, olha quem encontrei na rua, é o M.!"
"Er... ele não é o M."
"What do you mean? Claro que é! Não és?..."

E pronto, o rapaz fez o dever dele, garantiu que eu era entregue inteira à família e foi-se embora. Então lembrei-me, tinha falado com ele há uma noites atrás à entrada do WC numa discoteca...


2 - Pisar cocó.

Sempre. A toda a hora, a todo o momento. Basta sair à rua, comprar sapatos novos, tenho de pisar um cocó.

O pior é quando eu piso um cocó e não reparo (acontece, quando são mais molinhos).

Vou à H&M e decido experimentar umas roupinhas. Vejo uns calções giros, curtos, "vou experimentar sem tirar as sapatilhas, nem vale a pena, tiro a saia, visto os calções". É óbvio que as sapatilhas deixaram um rasto gigante de m**** por dentro dos calções ao entrar e nem cheguei a experimentá-los. E como é lógico comprei-os, não ia deixar ali a prova do meu crime para outro limpar.

O pior foi a ansiedade na caixa enquanto a funcionária os registava...


3 - What's my name, biatch?

Às vezes acho que sofro de uma problema qualquer neurológico, fora de brincadeiras, esqueço-me muito das palavras e isso é mais chocante e notório no que toca a nomes.

Sabem quando vemos um conhecido na rua e mesmo que nos lembremos dos momentos que vivemos com essa pessoa e das coisas que sabemos dela, só falta o nome? Imaginem isso acontecer constantemente. É a minha vida.

Quando vim morar para o Porto, recebi uma chamada de 3 amigos de Lx, o P., o M. e a T.
Enquanto que os dois primeiros falaram e disseram logo "Aqui é o não-sei-quantos!", a T. fez a única coisa que não me podem fazer: "Sabes quem fala?"
Sei! Sei como é a tua cara, o teu cabelo, os teus olhos, onde moras, a tua idade, o teu emprego, as conversas todas que tivemos e porque sempre gostei de ti mesmo antes de falar contigo mas não me lembro do teu nome! Isto é péssimo.
Foi péssimo porque ela percebeu, e é péssimo porque é possível que leia este post e aí terá a confirmação que eu sou imprestável. Mas não sou. Sou só doida :)

DESCUUUUULPA!!!!!


4 - O Emanuel

Esta é uma que faz a minha família delirar de riso. E a minha mãe morrer de vergonha.

Vivia eu em Massamá City, algures na linha de Sintra, e fui com os colegas da secundária ver o "Emanuel ao Vivo!" nas comemorações do aniversário do famoso Shopping de Massamá.

Estávamos a delirar com a pimbalheira, tanto assim que o artista reparou no nosso entusiasmo e pegou em mim e em mais uma rapariga e içou-nos - literalmente - para o palco, apresentando-nos como as suas novas bailarinas.

No andar de cima a minha mãe passeava com os meus tios betos vindos do Porto quando ouve:
"E tu como é que te chamas?"
"B-Barbie*, ihhih..."

E pronto, dançámos com o Emanuel e toda a gente viu. Whatever.


5 - Falar nos silêncios durante os concertos.

Que posso eu dizer? Uma vez fui "obrigada" a ir a um concerto de Death in June (go Google it) em Sintra e, desconhecendo a maioria das músicas, lá se ouvia de vez enquando uma vozita a dizer "... gótica gorda...", "... bixa comunista...", "... a saia daquela..." e outras do género. Nem sei como não levei na boca. Bah, são todos uns posers!

Finito!

* not my real name

8 de jun. de 2008

Miso Pretty!


Em tempos vi num blog de uma inglesa uma pochette linda e pensei "gots to have it". Fui ao site oficial e não vi distribuidores em Portugal. Compro online, não compro?
Afinal não foi preciso, o Porto continua a ser um óptimo sítio para achados e (cada vez mais raramente, é verdade) pechinchas!
Obrigada, Hell's Kitchen!







E pronto, mais posts fúteis só daqui a um milhão de anos :)

Meninas, agora já sabem!

7 de mai. de 2008

P*** que pariu essa m****!!!

Quem quiser dispensar alguns momentos a caminhar ao meu lado na rua, rapidamente se aperceberá que a merda me persegue.
Eu não estou a exagerar.
Não há cagalhão que fique intacto quando eu vou no passeio. Sem me aperceber, eu chuto o cocó, eu piso o cocó, seca ou ainda a fumegar não há poia que escape às minhas pisadelas vorazes. Mas porquê? Eu não faço de propósito. An I ain't get no richer either!
Mas se há coisa que eu acho humilhante é tocar com o meu próprio corpo no cocó. Mas ei, isso também não é novidade! Desde as pequenas poias dos gatos que cagam nos meu vasos da varanda e que eu confundo com pedrinhas até à poia mais radical, aquela que voa das patas do nosso cão Atos até às minhas pernas quando ele trata de marcar território, já vi de tudo.

E depois há a humilhação suprema. O ataque que vem do céu, as cagas de pássaro que acertam sem avisar. Hoje levei com uma no meio da t-shirt que, para aumentar a visibilidade da coisa, é preta. Sentei-me na praça do Marquês num dos banquinhos a lamentar a minha triste sorte quando vejos uns bifes, aliás estrangeiros, a lavar um cão na fonte. Cão esse que depois me veio cumprimentar e cujo pêlo afaguei. O diálogo foi este:
- Ei, o vosso cão tem um cheiro estranho...
- Pois, ele foi atrás de uma cadela que estava com o período e então ela começou a cagar em cima dele e ele a rebolar na merda dela e nós achámos melhor lavá-lo.
- Er.... acho que isto aqui no pescoço dele ainda é merda... :/

E assim se passa uma tarde na vida da yours truly. Só me apetece chorar.

25 de abr. de 2008

and they call it puppy love cause they just don't understand


A pedido de algumas famílias, aqui vai uma foto da adorável Nana a dormir enquanto a agora muito meiguinha Brunhilde se prepara para lhe lamber a testa antes de também ela adormecer.

23 de abr. de 2008

I like driving in my car...


O meu carro, apesar de ter mau aspecto (digamos que alguma ferrugem, má pintura e uma pancada que levou quando estava estacionado, durante a calada da noite), é um bom carro. E eu não sou má condutora. Às vezes peco por excesso de confiança, é certo, mas ao volante do meu carro sinto-me a guiar um muscle car, vejo todos aqueles mariquinhas na estrada a guiar carrinhos com direção assistida e ar condicionado e paneleirices afins e lá vou eu, a usar a minha força macha para fazer manobras, a sentir cada niquinho da estrada por baixo do veículo e a absorver todo o ruído e vento que entra pela janela. Pimpin'!

No entanto, e apesar de ser uma pessoa até bastante calma no que toca ao trânsito, à condução por zonas desconhecidas etc, sou completamente imprestável a estacionar paralelamente ao passeio. OK, admito, é única falha, dare I say, que após tanto tempo com carta, ainda não domino. E não domino exactamente porque evito fazê-lo. Se não estiver um co-piloto ao meu lado a dizer "marcha atrás, começa a virar, endireita, só mais um bocado" eu simplesmente conduzo até ao próximo descampado e deixo lá ficar o carro.

Há três noites atrás, após um dia passado a trabalhar, a passear cães e a passear o Atos, o nosso amado cachorrão de 25 kgs, vim a conduzir cansada e com sono. E, com excesso de confiança, pensei "é mesmo aqui à porta de casa, de certeza que consigo meter aqui o carro". Mas não.

O pobre Twingo que estava atrás levou uma panada enquanto eu avançava, e uma segunda enquanto tentava saír, ao aperceber-me que tinha batido. E ainda mais duas pancadas só para o caminho.

O dono, que conversava com um amigo junto ao Twingo (!) nem se aperceberia, não fora o amigo chamar-lhe a atenção. Após ter pedido mil desculpas verifiquei que a porta do passageiro do meu calhambeque estava, como dizer,... toda fdd! O carro do fulano tinha um risquinho, que pelos vistos sairá do meu bolso :/ Como ele até foi um tipo porreiro, ainda me tentou reconfortar com frases do género "vá lá, isto pode acontecer a qualquer um". Mas era tarde, o meu rosto já estava coberto com o manto negro da vergonha (que ainda não retirei).

Ontem, enquanto pensava na vida e no dinheiro que já voava do bolso, a minha cachorra, encharcada pela chuva, entrou numa casa cuja porta stava entreaberta, e desatou a sacudir o pêlo, deitando água para todo o lado. Quando entrei para a retirar, já a pedir desculpa pelo incidente, vejo que quem segura a porta é o mesmo fulano cujo carro ataquei.

Oh the shame!

Por segundos, creio ter visto no olhar dele um terror profundo, a expressão desesperada de quem reconhece alguém que veio dos infernos para destruir tudo aquilo que tem como sagrado na sua vida.

Será essa a minha missão?

19 de abr. de 2008

Strapya World


E ainda há quem me pergunte porque é que eu amo all things Japanese!
Sim, eu também acho que os niponeses têm mais é que parar com comer baleia, tubarão e tudo isso, e sim, também acho que eles perderam completamente a noção do contacto com a natureza.
MAS GODDAMN, SÃO CROCS DE PENDURICO PARA LEVAR O TELEMÓVEL!!!!

11 de fev. de 2008

Os Bichos

Para aqueles que conhecem o meu agregado familiar, tenho a informar que foi com prazer que recebemos a Nana, mais um membro canino na família que, juntamente com o Sr. Murnau e a Srta. Brunhilde, habitará doravante na nossa residência à Praça do Marquês, no Porto.
Caso estejam a questionar-se sobre o relacionamento entre os membros quadrúpedes da nossa família, acrescento que a Srta. Brunhilde se mostra desagradada com a menina Nana (o seu coração felino apenas tem lugar para um canídeo, o seu mui adorado Atos) enquanto que o Sr. Murnau não apresentou qualquer objecção ao convívio com o novo elemento estando, neste momento, a partilhar o mesmo leito que a cadela.

Por último, mandamos saudações ao desaparecido Guénon. Onde quer que estejas, esperamos que te estejas a divertir, gatinho :*

27 de dez. de 2007

OMG!


Porque é que tudo o que é asiático tem de ser tão giro? Recebemos hoje este postal de Macau e é o postal de natal mais fofo que já vi ;_;
Miau!

26 de dez. de 2007

The progression of solitude...

Espero que este post seja catártico.
No dia 4 de Outubro deste ano mudei-me de Massamá, ghetto in the making na linha de Sintra, para o Porto, oásis civilizacional do país. Assim pensava eu. Não sei, talvez seja.
Depois de ter saído da faculdade, onde tirei uma licenciatura para o desemprego, fui party girl durante alguns meses até arranjar o meu 1º emprego, secretária freak de uma escola de cinema. Not bad, pensei eu. Pouco depois o meu pai morreu e a minha irmã e eu tivémos de passar a sustentar a 100% as nossas jovens existências. A minha cabeça deu um bocado o tilt nessa altura e deixei o emprego; já estava um bocado cansada de ir todos os dias de Massamá para Belém de transportes e além disso o meu chefe escravizava-me um bocadinho.

Nessa altura percebi que nunca mais ia ter o backup financeiro e emocional necessário para poder fazer escolhas do tipo "vou tirar outro curso mais profissionalizante" ou "vou fazer uma viagenzinha nem que seja a Londres". Nunca tinha feito essas coisas e percebi que, a não ser que enriquecesse subitamente, nunca mais as iria poder fazer. Talvez eu seja mesmo neurótica, mas assumi para mim o papel de formiguinha laboriosa que trabalha sem cansar. Fui para um call-centre onde era muito bem tratada e até valorizada, onde me dava muito bem com os colegas, era de facto divertido estar lá.
Veio uma vaga de despedimentos, e antes que fosse a minha vez, fugi para outro call-centre. Conheci lá algumas pessas que sem dúvida habitam o meu coração e que nunca de lá vão sair (*** para a Suzana com z). Às vezes acho que as pessoas não imaginam o quanto gosto delas. E eu também não lhes vou dizer, não quero parecer pegajosa ou doida dos cornos.

Após um choque de personalidades com a chefia, desempreguei-me e decidi abrir um negócio. Mas os 4000 e tal euros do subsídio de desemprego não chegavam sequer para formalizar uma empresa e fui investigando todas as outras possibilidades, crédito, micro-crédito, etc. Não aconteceu. E eu aceitei que ia ter de voltar ao mesmo de sempre.

No 3º call-centre onde trabalhei encontrei o melhor ambiente de trabalho, no que toca à relação entre colegas, que já presenciei. Fiz um upgrade para a área administrativa e achei que estava no céu. Não atendia telefones, fazia as minhas tarefas pela ordem que eu mesma estipulava e podia ouvir música enquanto trabalhava. Além disso falava muito com os chefes e com os colegas, era saudável. Tendo em conta que o que ganhava nem chegava aos 600€ e eu estava feliz, as minhas expectativas não são muito altas, pois não?
Se eu levar em consideração que a maior parte dos meus conhecidos da minha idade ganha melhor, trabalha menos e faz sempre umas férias glamourosas, o meu trabalhito atrás de uma secretária era bem modesto. E era tudo o que eu queria.

Foi mais ou menos há um ano que, no dia em que entrei de férias para vir ao Porto a um concerto, o meu namorado me liga a dizer que vou ser despedida quando voltar. Contenção orçamental. Em Fevereiro já havia um anúncio publicado para preencheram a minha vaga. A altura de apresentar as contas à administração já tinha passado. E eu voltara ao atendimento.

Na minha querida linha de suporte ao Kanguru - porque não dizê-lo? - conheci alguns dos chefes e colegas mais fixes que já tive. Havia muita interacção e isso é muito importante para mim. Faz-nos sentir aceites e respeitados tal como somos.

Mas claro, por esta altura a querida tele_barbie já tinha acumulado perto de 4 anos a dizer "Bom dia, fala B****** F********, em que posso ser útil?" e estava a entrar em parafuso. Eu já não queria ser útil a ninguém, eu não sou a porra de um objecto utilitário. Eu estava farta de dizer "compreendo", "concerteza" e todas essas merdas quando estamos a tentar ser corteses com pessoas que não nos são nada. E despedi-me. A minha casa estava finalmente vendida - adeus amarras geográficas - e eu vim morar para o Porto, para uma casa alugada bem no centro, perto de tudo.

Estando no Porto e atendendo ao facto que aqui só há emprego para vendedores, fui novamente (!!) parar a um call-centre. Desta vez escolhi fazer um part-time, na tentativa de não fritar tão depressa. Tenho um horário fixe, das 9h às 14h e pagam cerca de 500€, o que é bom para um part-time. E cobre as minhas parcas despesas. Sim, porque eu entretanto já só conheço o modo de vida espartano e acho que já nem sei o que faria se após pagar renda, contas e comida ainda me sobrasse dinheiro. Não sei mesmo.

No entanto, há algo que não está bem. O meu namorado, aquela pessoa que me tem acompanhado desde o início e que eu amo mais que tudo, chega a casa do trabalho às 23h30. Eu espero mais de 8 horas para ter companhia. Porque a verdade é que deixei os meus amigos - e aqueles que não eram bem bem amigos mas com quem falava diariamente e de quem sinto falta - lá longe, em Lisboa. Não tenho amigos aqui. Não falo com ninguém do trabalho. Acho que tem a ver com o facto de, no Porto, as pessoas reservarem a simpatia para o comércio. Não me deparo com nenhuma alma minimamente extrovertida, não tenho ninguém com quem falar. É patético, eu sei, mas dá-me cabo da cabeça. E do coração. Quando finalmente o meu namorado chega a casa, à noite, falo com ele um bocadinho e vou-me deitar. E como estou cheia de sono e os meus dias são todos iguais, não há grande coisa para conversar.

Será que devo sair à noite para conhecer pessoas? Não devo descobrir tão cedo. Trabalho às 9h sábados e domingos e também no Natal e também na passagem de ano. E o meu físico já não tem 20 anos...

Enfim... espero ler este post daqui a uns meses e sentir um grande distanciamento dele. Mas por agora... digamos que voltei ao estado em que nos breaks vou para a casa de banho para poder estar triste à vontade.
 

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